Cristina Amorim

……………… Economia e Gestão do setor Saúde ………………

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Um ensaio sobre religar saberes

Inovação, Complexidade e Aprendizagem: um Ensaio sobre Religar Saberes

Por Lidia Valéria de Souza Lima, Maria Cristina Sanches Amorim, Onésimo de Oliveira Cardoso e Arnoldo José de Hoyos Guevara

A inovação, a abordagem da complexidade e as teorias da aprendizagem são campos tradicionalmente definidos com bibliografias específicas. Este artigo é um exercício de juntar contribuições destas áreas do saber, tendo como foco ampliar o entendimento sobre o fenômeno da inovação. Como evidência do esforço de interdisciplinaridade, e inspirados pela teoria da complexidade, optou-se por utilizar bibliografia não convencional para abordar a aprendizagem. Foi privilegiada a captura suficiente de definições para proceder à análise. As considerações finais apontam para a conveniência de ampliar a compreensão da inovação à luz da complexidade e do aprendizado.

 

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(Publicado originalmente na Revista ADM.MADE, ano 10, v.14, n.2, p.110-120, maio/agosto, 2010)

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A experiência da Visa Vale em vale-refeições

Inovação e ruptura: a experiência da Visa Vale no segmento de vale-refeições

Por Lídia Valéria de Souza Lima e Maria Cristina Sanches Amorim

Originada em 2003, a partir de uma inovação de ruptura, a CBSS (proprietária do cartão Visa Vale) alcançou posição de destaque no mercado brasileiro de refeições para os trabalhadores. O objetivo desse artigo é apresentar e discutir os impactos da inovação de ruptura no setor de serviços no ambiente do negócio. A análise mostra que a constituição da empresa e o lançamento do cartão eletrônico para refeições alteraram significativamente a partilha do mercado e que a continuidade de estratégia inovadora é um dos desafios postos para a Visa Vale.

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(Publicado originalmente em Pensam. Real. Ano XII — v. 24, n. 2/2009)

Inovação no setor saúde: como?

A vasta literatura sobre inovação pode ser resumida em 2 pontos: 1) o investimento em inovação serve para aumentar o lucro e/ou participação da empresa no mercado; 2) quando a inovação se dá no processo de produção, poderá haver queda do preço do produto e aumento do acesso para o consumidor. O produto ou serviço inovador (principalmente o produto) pode ser vendido com preço de monopólio, capturando maior fatia do lucro total gerado no setor.

Há 3 condições básicas para o investimento em inovação. 1) dinheiro (crédito); 2) apoio estatal (financiamento, regulamentação adequada e compras asseguradas) e ação empresarial coletiva coordenada. Vender a inovação na forma de mercadoria é tão ou mais difícil do que produzí-la, daí a importância das compras governamentais. Em todos os países desenvolvidos, o Estado garante o retorno mínimo do investimento em inovação por meio do seu poder de compra.

No setor dos produtos e serviços de saúde, as tendências de inovação são dadas pela indústria e pela regulamentação estatal, ainda que essa última sozinha, não tenha fôlego para incentivar a inovação. Os prestadores de serviços (hospitais, clínicas, etc.), por sua vez, fazem parte da cadeia de distribuição da inovação produzida pela indústria.

Pressionados pelas fontes pagadoras públicas e privadas (governo, seguradoras e medicina de grupo), os prestadores buscam redução de custos e por isso mesmo, quando investem em inovação, costuma ser em processos. Esta estratégia não é suficiente para que a indústria deixe de determinar o caminho e a intensidade da inovação, assim como absorvendo, por meio do aumento do preço do produto inovador, a maior parcela do lucro. Adicionalmente, a inovação em processos é mais facilmente imitável, não costuma ser protegida por patentes e uma vez disseminada, deixa de oferecer diferencial ao inovador.

A inovação do setor saúde depende das mesmas condições gerais de outros setores, acima citadas: dinheiro, apoio estatal e regulamentação favorável. Cabe aos empresários e executivos públicos coordenarem a ação conjunta para obter estas condições. É pouco provável que uma ou outra empresa consiga isoladamente inovar por um período longo, sem o ambiente propício à inovação. A ação coletiva coordenada é a base do “como” inovar: relativamente fácil de dizer e muito difícil de realizar. Os agentes do segmento saúde não têm tradição e estrutura para a ação coletiva.

Criatividade & controle nas empresas

Criatividade, inovação e controle nas organizações

Por Maria Cristina Sanches Amorim e Ronaldo Frederico

A criatividade, característica da força de trabalho, e a inovação, resultado da criatividade na forma de mercadoria, são imprescindíveis para a acumulação capitalista.

A criatividade é imaterial, não mensurável em termos de trocas relativas, enquanto a inovação assume a forma de processos ou produtos. As organizações, diante da necessidade de apropriação da criatividade, desenvolvem controles intensos, nas intermináveis relações de poder e contrapoder.

Este artigo discute criatividade e inovação nas organizações como foco privilegiado do controle sobre a força de trabalho.

As considerações finais apontam que, enquanto aumenta a taxa de inovação, são ampliados a subsunção do capital sobre o trabalho, a alienação dos “executivos” e o acirramento da ética individualista.

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(Publicado originalmente na Revista de Ciências Humanas, Florianópolis, EDUFSC, v. 42, n. 1 e 2, p. 75-89)

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